E o pior é que acabamos não sabendo..

January 10, 2010

Como prometido, aqui me encontro para contar a verdadeira história de um dos meus filmes favoritos: Pocahontas (1995).

 

Matoaka (Pocahontas na verdade era apenas um apelido de infância dado por seu pai) foi uma princesa indígena que ajudou muito os colonizadores de Jamestown.

Vamos começar então a trazer a realidade para essa história: a índia foi descrita por John Smith como sendo uma jovem de aparentemente 10 anos ( o que já nos faz desacreditar no romance entre os dois), a única relação que os historiadores nos mostram entre os dois foi um episódio contado pelo próprio Capitão Smith em que ele conta que foi capturado pelos ’selvagens’ da tribo da índia e que teria sido executado se não fosse pela interferência de Pocahontas. E é só isso que aconteceu entre os dois… pelo menos segundo os historiadores.

Mas não se preocupem, ela teve um romance. Sabe aquele cara que chega do nada no segundo filme e acaba ficando com ela? Então, o próprio. E eu aqui achando que a Disney estava somente se esforçando para estragar a história… Mas vamos em frente.

Ela realmente se casou com John Rolfe (ela tem alguma coisa com Johns, não?), e até tiveram um filho. Mas ela não conseguiu aproveitar muito, já que ao embarcar em um navio com o seu marido para retornar a Jamestown, Pocahontas ficou gravemente doente e morreu, aos 22 anos de idade.

Se no filme eu já achava ela uma figura altamente madura no meio do universo dos bailes e vestidos dos filmes da Disney, agora lendo sobre a real pessoa conhecida como Pocahontas eu vejo uma menina que teve que aprender a ultrapassar barreiras inimaginaveis para nós que vivemos no ‘agora’.

Com uma trilha sonora que realmente me faz ver ‘lá na curva o que que vem’ e com uma história de amor que se sobressai aos cavalos brancos e joaninhas falantes, Pocahontas é realmente uma obra prima do cinema.

Agora algumas curiosidades:

- a música “If I never knew you” foi retirada do filme pois os produtores acharam que ela não prenderia a atenção das crianças por ter um ritmo mais lento. Mas, para a minha grande alegria, eles resolveram terminar a cena para o DVD de 10 anos do filme.  Além de ter uma letra maravilhosa, é uma ótima chance para escutarmos a voz cantante de Mel Gibson.

- os animadores da Disney disseram que esse filme foi um dos mais difíceis de ser produzido devido aos complexos esquemas de cores e as expressões realistas dos personagens ( o filme demorou 5 anos pra ser feito). Mas eles foram recompensados, já que a personagem principal é considerada uma das mais bonitas e realistas personagens animadas.

- a sua premiere tem o recorde de maior premiere já feita! Foram mais ou menos 100,000 pessoas no Central Park que viram o filme por três telões enormes.

- os produtores achavam que o filme tinha grandes chances de seguir os passos de “A Bela e a Fera” e ser nominado a um Oscar, mas como o filme possuia um tema mais adulto, as crianças não se interessaram tanto.

- na vida real, era mais provável que Pocahontas passasse o filme inteiro top-less. (Ótima inovação pra Disney)

(Fontes: www.imdb.com , www.wikipedia.com)

Espero que tenham gostado. Enquanto a mim, só de escrever esse post já deu vontade de ver o filme denovo. =]

Someday my nightmare will come …

January 9, 2010

Tendo uma mente limitada e infantil como a minha não era de se espantar que logo logo aparecesse um post que tratasse sobre a Disney ou as suas “princesas”. As aspas são colocadas por que na minha opinião todas as grandes personagens femininas ( sem contar com as coelinhas, ratinhas, minhoquinhas…) são princesas. Grande é o meu espanto de a Disney só considerar princesas aquelas que possuem castelos e vestidos com lantejoulas e joias ( olha o recalque da Pocahontas aqui gente!).

Então, com a mentalidade de rebaixar todas essas meninas/mulheres a mitos, resolvi reunir as verdadeiras histórias que inspiraram a Disney em fazer seus grandes clássicos. A maioria dos contos foram retirados de livros escritos pelos formidáveis irmãos Grimm, que tratavam de traição, luxúria e sangue.

(P.S.: Todas essas histórias possuem inumeras versões, já que foram reescritas durantes zilhões de anos, estas que aqui se encontram foram as mais legais e mais ligadas aos irmãos Grimm que eu pude achar.)

Começando pelo começo temos a cantarolante Branca de Neve (1937) . Se todos se lembram, na versão da Disney a madrasta invejosa pede ao caçador que traga o coração da bela dama. Não se assustem, mas na versão original a rainha parece um pouco mais com uma contrabandista de orgãos, já que não se contentando com o coração da moça em uma caixinha também pede os pulmões e o fígado. E para aterrorizar as criançinhas mais um pouco, Branca de Neve não é acordada com um beijo de amor, e sim com o barulho feito pelo cavalo que carregava o seu caixão. Eu ficaria de mau humor…

Seguindo a cronologia temos a estabanada e esquecida Cinderella (1950). Acostumados com a cena do filme em que as horrendas irmães tentam, comicamente, enfiar aqueles pés nojentos no sapatinho de swarovski, a nossa infância teria sido bastante diferente se ao invez disso tivessemos visto as mesmas desesperadas cortando partes dos seus pés para que eles entrassem em um sapatinho número 35. Outra mudança também macabra é que na obra original o príncipe é avisado do paradeiro de Cinderella por dois corvos que após entregarem a mensagem, seguem para arrancar os olhos das irmães, que passam a viver cegas para o resto da eternidade. (Essa informação eu vou colocar entre parenteses pois não sei ao certo de sua veracidade, mas aqui vai: em algum lugar da internet, eu li que o castigo da madastra foi dançar com sapatos de aço em chamas até que eles se separassem do corpo. Humm, acho que não reclamo mais de sapatos apertados.).

Já na Bela Adormecida (1959) , a versão original conta que a princesa ficou adormecida durante 100 anos, e que ela é posta para dormir por uma profecia, e não uma maldição. E em outra versão (sem ser a dos irmãos Grimm, e na minha opinião bem mais sombria) a Aurora era violentada pelo rei e só acorda quando um de seus filhos, sem querer ,acaba tirando a farpa do seu dedo que a deixava adormecida. Em qualquer versão, esse é um dos filmes da Disney que eu menos gosto, já que a personagem principal, além de precisar de um biba para salvar sua vida, passa mais da metade do filme sem falas! (Depois de descobrir que está noiva, ela simplismete se cala…).

Indo para o fundo do mar temos A Pequena Sereia (1989). A verdadeira história que eu vou contar agora pode ser vista nos extras do DVD especial de aniversário do filme. Bom, essa é uma das histórias mais tristes que eu já li e ela basicamente é a seguinte: Ariel se apaixona pelo belo homem (não princípe) que ela acaba salvando de um afogamento, e para ficar com ele ela faz um trato com a bruxa do mar que arranca a sua lingua e em troca a da pernas para que ela consiga o beijo de amor, MAS quando o príncipe é salvo pela sereia ele acaba em uma ilha e se apaixona por uma mulher local. Em suma: a sereia acaba virando espuma do mar e é obrigada a passar a eternidade ‘batendo’ nas areias onde o seu amor passa a vida com outra.

Já com A Bela e a Fera (1991) e Aladdin (1992) eu não achei nada que eu confiasse a ponto de postar aqui.

Não posso terminar antes de citar a minha favorita. Pocahontas é o único filme da Disney que baseou seu personagem em uma pessoa que realmente existiu, mas como esse post já está mais maior de grande, eu vou deixar pra contar a história dela no próximo.

=]

Muita curtura!

January 8, 2010

Pra variar um pouco ,essa mera pessoa física aqui ficou SUPER entediada na internet.

A www.globo.com só mostrando os ultimos espirros de Caras&Bocas e a www.eonline.com só comentando sobre as 1256,698,2569,5 piriguetes que o Tiger Woods pegou (cito esses dois sites pois são as minhas fontes de entretenimento em momentos de tristeza), me fizeram ir além.

Achei um site para pessoas como eu e como você, que procuram aumentar a sua carga cultural com besteiras. O nome dele é: “Curiosidades, você sabia? “(www.vocêsabia.net), e eu me deparei com muitas informações que me chocaram. E vão chocar voçês também.

Você sabia que a Muralha da China não é visivel do espaço? Pois é, mais uma vez os danadinhos dos chineses nos fizeram crer em algo que não pode ser provado (como a existência da Mulan, ou do Mushu). De acordo com Yang Liwei , o primeiro astronauta chinês a ficar na órbita da Terra, o que se acreditava ser a Muralha não passava do traçado de um rio entre montanhas.

Você sabia que já existem roupas inteligentes? Não do tipo daquelas que quase dominaram Retrovila em um episódio de Jimmy Neutron. Essas roupas possuem a “habilidade” de medir os nossos batimentos cardíacos e os nossos níveis respiratórios, e também estão a um passo de tornar a portabilidade dos computadores total. O que me preocupa é só o fato de que em um caso de pane geral o mundo vire nudista.

Você sabia que o chocolate pode inibir as cáries? Uns químicos lá do Japão descobriram que uns dos ingredientes principais do chocolate pode inibir as cáries (realmente não espero que seja o cacau, por que se os dentistas começarem a fazer fluor com gosto de cacau é ai que as crianças vão começar a ter medo). Viu Amanda, o seu dentista já pode morrer feliz!

Sabia que existe uma doença chamada Hipopotomonstrosesquipedaliofobia? E adivinhem do que a pessoa que sofre dessa doença sente medo? De palavras longas! Basicamente a pessoa que sofre dessa doença, além de não conseguir falar esse nome enorme, sente um nervosismo aburdo em empregar palavras longas ou difíceis em uma conversa, com medo de ser ridicularizado. Só não entendo como alguem que não consegue dar nome ao seu próprio problema vai conseguir ajuda…

Por enquanto é só isso, mas se vocês se interessaram é só entrar no link do site que eu deixei e se esbaldar. Garanto dias de cultura inútil. =]

Terror em 4º grau

January 7, 2010

"Baseado em fatos reais".

Sinopse: Em uma cidadezinha afastada do Alaska estranhos desaparecimentos são registrados todos os anos. Aparentemente sem explicação, tais desaparecimentos começam a ganhar algum sentido através das sessões de hipnose feitas pela psicologa Dr. Abigail Tyler em seus pacientes. É ai que começa uma trama envolvente e assustadora que lida com abduções e seres de outros planetas.

Eu não sei vocês, mas quando um filme começa ou acaba com a frase “esse filme foi baseado em fatos reias”, o meu medo sobe pelo menos uns 3 niveis. Contatos de 4º grau (“The Fourth Kind”) é um desses.

Eu vi esse filme no fim de semana passado, e devo admitir que entrei na sala de exibição com poucas expectativas. Mas a partir da primeira cena já dava pra perceber que algumas das pessoas presentes naquela sala teriam problemas para durmir à noite.

De atores conhecidos mesmo só tem a Milla Jovovich, mas isso não prejudicou o filme em nada na minha opinião, já que a maioria dos ‘personagens’ importantes mesmo são pessoas reais que passaram pela história contada no filme. Ta se confundindo? Eu explico.

O filme conta a história da psicóloga Abigail Emily Tyler através de um video supostamente real ( vou enfatizar essas duas palavras) que mostra uma entrevista entre a doutora e o diretor do filme (Olatunde Osunsanmi), alem de mostrar outras ‘evidências’ gravadas em video.

Quando eu cheguei em casa a curiosidade me pegou e eu fui pesquizar sobre tais acontecimentos que o filme enfatizou repetidamente que eram reais. Bem, não achei nada que não fosse relacionado ao filme, e posteriormente encontrei no www.imdb.com que o filme não passava de uma ficção.

Bruxa de Blair, Atividade Paranormal, entre outros são filmes que também enganam o publico ao afirmarem a veracidade dos acontecimentos mostrados, mas mesmo assim posso dizer que estes estam entre os filmes de terror/suspense que mais me preocupam à noite. Então mesmo tendo uma história completamente ficcional, “Contatos de 4º grau” pode ser considerado um filme inteligente, assustador e que nos faz pensar se estamos realmente sozinhos por aqui.

Eu recomendo.

“It started out as a feeling ..”

January 6, 2010

Bom, sendo esse o meu primeiro post ever eu acho que seria um bom começo se eu contasse um pouco sobre os motivos de eu estar aqui. Eu sempre pensei em fazer um blog, mas nunca levei a ideia muito alem do ‘cadastre-se’(devo ter pelo menos uns três blogs cadastrados), seja pela preguiça constante do meu ser, da sacana “falta de assunto/criatividade” que sempre aparece nos momentos mais oportunos, ou até mesmo do meu sentimento de inferioridade em relação a outros blogs tão mais legais.

Bem isso não importa agora já que estou aqui =]. Eu não sei bem como vou organizar as postagens, ou se vou organiza-las at all. Acho que seria mais fácil, e bem mais divertido, postar quando desse na telha (lógico que tentando sempre pelo menos uma vez na semana – o que não será tão difícil já que as férias estão aqui e a faculdade está la na Gavea) e sobre assuntos diversos. Não consigo me imaginar escrevendo só sobre uma coisa, portanto esperem desde os odiosos posts sobre filmes que só eu gosto, até aqueles que retratem informações inuteis.

Fiquei realmente animada agora que comecei a escrever, e espero que vocês também fiquem. Bem, só o tempo e os visitantes diram né?

Me vou pra já pesquizar algo bem legal pra trazer pra cá. Até mais.


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